Esses dias, conversando com a Cris, ela contou o que uma amiga falou sobre ter filhos: “É um amor que tu não vais experimentar com mais ninguém.”
Sim, é verdade, mas eu ouso confessar que tem mais por trás disso.
A Fernanda nos faz (a mim e ao Lê) lidar com emoções que eu não conhecia quase diariamente. É sempre surpreendente vê-la demonstrar ciúmes, amor, saudade, irritação. Porque, geralmente, ela faz isso com intensidade, e quase sempre essas emoções são dirigidas a nós dois.
Então a mocinha para na nossa frente e dá um pulo. E fica esperando que o papai diga que foi o mais lindo pulo que ele já viu. Eu chego em casa e ela vem correndo e pergunta “tu chegô, mamãe?” E eu ganho o maior abraço do mundo. A Heleninha está ganhando alguma atenção minha ou do Lê e a Fefelita para ao lado, bem atenta, esperando ser incluída no assunto. E a nossa mais nova brincadeira é a Fefê entrar embaixo da mesa ou cadeira em que eu estou sentada e dizer: “mãe, vem tiá a Fenanda!” E só levanta depois que eu estendo as mãos para ela dizendo coisas como “deixa eu pegar a minha filhinha”.
Mas nada se compara àqueles “olhinhos enormes”, que ela crava na gente, em especial depois de alguma busca ansiosa pela casa.
A verdade, a verdade mesmo, é que tu nunca vais te sentir tão amado e tão importante na vida de alguém como tu te sentes na vida de um filho.
Eu sempre penso que outras fases virão e que eu e o Lê ainda vamos passar pela experiência de ter uma filha adolescente, que vai descobrir que os pais não só são bastante imperfeitos, como ainda vão matá-la de vergonha, eventualmente. Se hoje nós somos os heróis da história dela, certamente ainda passaremos por outros papéis não tão nobres. E eu espero que a gente esteja preparado para se ver nos olhos da nossa mocinha, quando este olhar amadurecer.


Um comentário:
Nossa! Que sensibilidade tem a minha amada esposa!
Que sorte nós temos hein Fefelita?
Te amamos muito Cassi.
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