quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Minha pequena oradora

Ela está com a corda toda. Temos brincadeiras novas, novas frases combinadas e muitas coisas que eu não sei de onde ela tira. Aí vão algumas:

O pai está dormindo e ela em volta tentando acordar. Até que consegue e diz: “Pai, tu acodô batante?” Demorei pra descobrir de onde veio essa. Até que eu lembrei, quando ela acorda a gente pergunta se ela “dormiu bastante”.

E ela está cada vez mais carinhosa. E debochada. Então um dia, o Lê com ela no banheiro, esperando ela fazer xixi. Ele sem camisa e ela pergunta: “pai, tu é barrigudo?” O Lê respondeu convicto: “Eu não!” Ela riu e falou, meio cantando: “Tu é siiiiiiimmm!”

Claro que também sobrou pra mim. Dessa vez, eu tomando banho e ela do lado de fora, insistindo para que eu saísse. Quando eu desliguei o chuveiro e ela viu que estava quase conseguindo, levantou os bracinhos e começou a chamar: “Vem mamãe, vem!” Nesse momento a minha líder de torcida fez voz de mamãe falando com bebê: “Vem, elefantinho!”

E, fofura das fofuras, a menininha, cada vez mais apaixonada pelo pai, basta perceber que ele não está em casa para começar o interrogatório: “Cadê o meu pai? Ele tá fazendo execício? Tá no mecado?” “Não filha, o papai foi trabalhar.” “Na Pocudoria?”
Por fim, as gentilezas que se multiplicam. Ela continua meio arisca a contato físico, inclusive ouvi isso da professora, que disse que ela gosta muito de brincar com os colegas, mas não gosta quando eles tentam abraçá-la ou beijá-la. Por outro lado, se alguém espirrar ao alcance dos ouvidos dela, ela vai correndo para perto a tempo de gritar: “Saúde!” Claro que ela fica esperando ouvir um “obrigada.” Mas acho que é só para ela poder responder: “de nada.”


Essas fotos não estão maravilhosas por acaso, e sim porque são de autoria da Tia Chis (Cristine Rochol - http://www.cristinerochol.com.br/)


Nenhum comentário: