O meu bebê está crescendo. A gente nota na aparência, cada vez mais de menina, na fala, mais correta e articulada, nas vontades. A vontade agora parece ser deixar de ser bebê.
Assim, tudo aqui em casa tem acontecido com a busca permanente por independência. E a palavra da moda é “sozinha”.
“Eu vou comer iogute SO-ZI-NHA.” É assim mesmo que ela fala, com pausas e ênfase. “Deixa que eu tomo banho SO-ZI-NHA. Quero fazer xixi. Mas eu tiro a minha saia SO-ZI-NHA. Eu vou jantar SO-ZI-NHA. Eu tirei o pijama SO-ZI-NHA, viu mamãe?”
Claro que ela tem um incentivador permanente, um fã, ou melhor, o maior fã do mundo. Então, quando o pai não está por perto, a mãe tem que responder a pergunta (sim, porque para ele a pequena nem tem que perguntar) “tu ficou ogulhosa, mãe?”
Lidar com essa menina-mocinha-ainda-bebê tem sido “inquível”, como ela diria. E muitas vezes engraçado. Porque, nessa de querer fazer tudo sozinha, ela tenta o que não pode. Como andar pela rua sem dar a mão. E como o argumento de “vou sozinha” não comove o pai ou a mãe, ela tenta outros. “Não, eu vou corajosa.” “Fefê, crianças corajosas não caminham na rua sem dar a mão pra um adulto. Ser corajosa não é isso. Tem que dar as mãos.” Aí a Lilita dá a mão para ela mesma, e te aponta as mãozinhas juntas e diz com um sorrisão, de quem teve uma grande idéia: “Assim tá bom??”
Escola


2 comentários:
mas ta muito linda esta menina moça, risos!
a foto ao piano com a 'coelha frederica" ao lado é uma das minhas favoritas por todas as implicações que possa nela perceber
bjs
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